No Lombo Sangrando a Distância
A lida campeira reúne saberes práticos desenvolvidos ao longo de séculos no manejo de rebanhos, no cuidado com o campo e na organização da vida nas estâncias. Ela envolve técnica, observação do ambiente e trabalho coletivo entre peões, capatazes e famílias rurais.
No imaginário gaúcho, esse modo de vida se tornou referência de identidade regional. Além da dimensão histórica, a lida também se atualizou com práticas de segurança, bem-estar animal e profissionalização das atividades ligadas à pecuária.
Ferramentas Milenares da Estância
O trabalho campeiro utiliza ferramentas tradicionais que ajudam no manejo do gado e na rotina de campo. Entre os principais itens, destacam-se:
- Laço: Instrumento de condução e contenção, usado com técnica em tarefas do manejo diário e em provas tradicionais.
- Boleadeira: Objeto de origem indígena e campeira, hoje mais associado a demonstrações culturais e memória histórica.
- Faca: Ferramenta multifuncional no campo, utilizada em atividades de trabalho, alimentação e manutenção de equipamentos.
O Deus Equino: Cavalo Crioulo e O Cão
O Cavalo Crioulo é uma das principais referências da cultura rural gaúcha. Reconhecido pela resistência, rusticidade e versatilidade, ele participa de tarefas de campo e de provas funcionais, como o Freio de Ouro, que avalia desempenho, docilidade e aptidão.
Outro parceiro importante é o Cão Ovelheiro Gaúcho, tradicional no manejo de ovinos e no apoio à movimentação de rebanhos. A relação entre cavalo, cão e trabalhador rural revela um sistema de cooperação construído pela experiência e pela adaptação ao ambiente dos pampas.